Sistemas Jornalísticos. Prof. Dr. Gerson Luiz Martins

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1 Sistemas Jornalísticos Prof. Dr. Gerson Luiz Martins

2 Objetivos Conhecer, diagnosticar, analisar e avaliar os sistemas jornalísticos existentes no Brasil e nos principais países, que estabelecem a agenda setting da produção jornalística.

3 Ementa Sistemas jornalísticos internacionais; A Agenda setting do jornalismo internacional; O perfil da produção jornalística no Brasil; Produção e fluxo da informação no contexto brasileiro; Os principais sistemas de produção jornalística no Brasil; Jornalismo impresso, eletrônico, especializado e alternativo; Pesquisa jornalística no Brasil e aplicabilidade acadêmica e social.

4 Avaliação A avaliação será realizada na forma de monografia ao final do curso provendo os temas desenvolvidos. Os participantes do curso deverão realizar um diagnóstico dos sistema jornalístico dominante no Brasil e suas conseqüências para a produção no jornalismo especializado.

5 Referências bibliográficas ALBERTÓS, José Luiz Martinez. Curso general de redacción periodística. Madrid, Paraninfo, BARBOSA, Marialva. Estudos de jornalismo. São Paulo, INTERCOM, BELTRÃO, Luiz. Iniciação à filosofia do jornalismo. São Paulo, EDUSP, BERGER, Peter e LUCKMANN, Tommas. A construção social da realidade. Petrópolis, Vozes, CHAPARRO, Manuel Carlos. Pragmática do jornalismo. São Paulo, Summus,, DINES, Alberto. O papel do jornal. São Paulo, Summus,, GENRO, Adelmo. O segredo da pirâmide para uma teoria marxista do jornalismo. Porto Alegre, Tché,, ( GOMES, Mayra Rodrigues. Poder no jornalismo. São Paulo, Hacker, 2003.

6 Referências bibliográficas JOBIM, Danton. O espírito do jornalismo. São Paulo, EDUSP, KOVACH, Bill e ROSENSTIEL, Tom. Os elementos do jornalismo. São Paulo, Geração Editorial, KUCINSKI, Bernardo. Jornalismo na era virtual. São Paulo, UNESP, KUNCZIK, Michael. Conceitos de jornalismo. São Paulo, EDUSP, MACHADO, Elias e PALACIOS, Marcos. Modelos de jornalismo digital. Salvador, Calandra, MACHADO, Elias. O ciberespaço como fonte para os jornalistas. Salvador, Calandra, MARCONDES FILHO, Ciro. Jornalismo fin-de de-siécle. São Paulo, Scritta, MEDITSCH, Eduardo. O conhecimento do jornalismo. Florianópolis, UFSC, 1992.

7 Referências bibliográficas MELO, José Marques de. A esfinge midiática. São Paulo, Paulus,, SILVA, Juremir Machado da. A miséria do jornalismo brasileiro. Petrópolis, Vozes, SOUSA, Jorge Pedro de. Teorias da notícia e do jornalismo. Chapecó, Argos, TRAQUINA, Nelson. O estudo de jornalismo no século XX. São Leopoldo, Unisinos,, TRAQUINA, Nelson. Teorias do jornalismo. Por que as notícias são como são. Florianópolis, Insular, Vol. 1 TRAQUINA, Nelson. Teorias do jornalismo. A tribo jornalística uma comunidade interpretativa transnacional. Florianópolis, Insular, Vol. 2 TRAVANCAS, Isabel. O mundo dos jornalistas. São Paulo, Summus,, VAN DICK, Teun A. La notícia como discurso. Barcelona, Paidós,, 1996.

8 Sistemas jornalísticos internacionais Um pouco de história Desenvolvimento do jornalismo no século XIX Expansão e consolidação no século XX Fronteiras do jornalismo Literatura Jornalismo europeu até os anos 70 do século XX New Journalism: anos 80 do século XX ao século XXI História O jornal como documento histórico Jornalismo norte-americano: desde as origens no século XIX

9 Escolas jornalísticas Escolas jornalísticas são os formatos de jornalismo, os estilos utilizados, na maior parte das vezes, pelos produtores de notícias. As principais são: Escola Francesa Característica: formato literário Escola Alemã Característica: jornalismo de precisão Escola Inglesa Característica: tablóide Escola Norte-americana Característica: objetividade Escola Brasileira Característica: misto de jornalismo objetivo e interpretativo Escola latino-americana americana Característica: jornalismo interpretativo

10 Desenvolvimento do jornalismo no século XIX 1. Industrialização da imprensa 2. Novo paradigma: jornal apresenta fatos, não opinião; informação e não propaganda; 3. Nascimento do Campo do Jornalismo, conquista de uma autonomia relativa e identidade profissional; 4. Definição de dois pólos dominantes: econômico e ideológico.

11 Princípios do jornalismo Segundo KOVACH e ROSENSTIEL: 1. A primeira obrigação do jornalismo é com a verdade; 2. Sua primeira lealdade é com os cidadãos; 3. Sua essência é a disciplina de verificação; 4. Seus praticantes devem manter independência daqueles a quem cobrem; 5. O jornalismo deve ser um monitor independente do poder; 6. O jornalismo deve abrir espaço para a crítica e o compromisso público; 7. O jornalismo deve empenhar-se para apresentar o que é significativo de forma interessante e relevante; 8. O jornalismo deve apresentar as notícias de forma compreensível e proporcional; 9. Os jornalistas devem ser livres para trabalhar de acordo com sua consciência.

12 Princípios e ideologia no jornalismo KUNCINSKI, Bernardo: Jornalismo goza de autonomia discursiva na criação simbólica de sentidos, pela sua capacidade de escolher ou descartar temáticas, fundir, teatralizar os fatos, reformular e recriar narrativas. O controle dos meios de comunicação de massa por grupos econômicos, conglomerados internacionais e elites propicia às classes dominantes uma vantagem permanente na disseminação do padrão mercantil de serviços e das políticas públicas...

13 Princípios e ideologia no jornalismo KUCINSKI, Bernardo: A função ideológica dos meios de comunicação de massa é exercida em geral por meio da determinação da agenda de discussão; ; as classes dominantes e frações dessas classes sabem que a mídia tem grande capacidade de definir o que é discutido num determinando momento pela comunidade e em que termos se deve dar a discussão. Os jornalistas também estão sujeitos a certos mecanismos sutis de seleção temática e ideológica, muitas vezes imperceptíveis, que atuam como filtros ideológicos tendentes à produção do consenso na sociedade, em torno de interesses dominantes.

14 Face(s) do jornalismo internacional Ainda segundo KUCINSKI: Não pode haver confronto de idéias se todos os jornais compartilham um pensamento único... Os jornais de referência nacional (e mesmos os internacionais) se tornaram tão parecidos que é comum confundir um com o outro nas bancas de revistas. Trazem as mesmas manchetes, as mesmas fotos, dispostas da mesma forma...

15 Pólos dominantes no jornalismo Pólo econômico Notícias são mercadoria Grupos de poder dos mídias Pólo ideológico / intelectual Serviço público Comunidade profissional

16 Jornalismo: conceitos? Definições? O que é o jornalismo? Como se desenvolve? Há acúmulo profissional, científico? Para onde vai o jornalismo? É uma atividade (profissão) morta? E as novas tecnologias? Onde, como, quando podem interagir com o jornalismo? Que significado terá? Quem é o profissional de jornalismo?

17 Prática profissional e pesquisa Definição do Campo do Jornalismo MACHADO (2004): O jornalismo desempenha três funções diferenciadas: 1. Prática profissional a. Técnicas e conhecimentos específicos b. Normas deontológicas 2. Objeto científico a. Campo de conhecimento especializado b. Metodologias próprias 3. Campo especializado de ensino Metodologias especializadas para repassar novas teorias e um boa formação técnica

18 Jornalismo: campo científico MACHADO (2004) Importância da autonomia do campo científico Contribuição para o aperfeiçoamento do jornalismo enquanto prática social Necessidade de metodologia própria Esquizofrênica relação entre teoria e prática Os laboratórios dos cursos ou dos programas de pós-graduação deveriam ser centros para a pesquisa de novas linguagens, processos, metodologias, tecnologias e aplicativos.

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20 A Agenda setting setting do jornalismo LIPPMAN, Walter (1922): agenda midiática e agenda pública McCombs e Shaw (1972) Os meios de comunicação têm a capacidade não intencional de agendar temas que são objeto de debate público em cada momento. Os jornais (televisão, rádio, impresso e web) ) seriam a principal ligação entre os acontecimentos e as imagens (idéias) que as pessoas formavam dos acontecimentos.

21 Agenda setting setting do jornalismo WOLF, Mauro (1994, 130) Em conseqüência da ação dos jornais, da televisão e dos outros meios de informação, o público sabe ou ignora, presta atenção ou descura, realça ou negligencia elementos específicos dos cenários públicos. As pessoas têm tendência para incluir ou excluir de seus próprios conhecimentos aquilo que os mass media incluem ou excluem do seu próprio conteúdo. Além disso, o público tende a atribuir àquilo que esse conteúdo inclui uma importância que reflete de perto a ênfase atribuída pelos mass media aos acontecimentos, aos problemas, às pessoas. (Shaw( Shaw,, 1979, 96).

22 Agenda setting setting do jornalismo WOLF, Mauro. (1994, 130)...a imprensa pode, na maior parte das vezes, não conseguir dizer às pessoas como pensar, tem, no entanto, uma capacidade espantosa para dizer aos seus próprios leitores sobre que temas devem pensar qualquer coisa (Cohen, 1963, 13).

23 Agenda setting setting do jornalismo PENA, Felipe (2005, 145) A ação da mídia no conjunto de conhecimentos sobre a realidade social forma a cultura e age sobre ela. Para Noelle Neumann, citado por Wolf, essa ação tem três características básicas: 1. Acumulação: : é a capacidade da mídia para criar e manter a relevância de um tema; 2. Consonância: : as semelhanças nos processos produtivos de informação tendem a ser mais significativas do que as diferenças; 3. Onipresença: : o fato de a mídia estar em todos os lugares com o consentimento do público, que conhece sua influência.

24 Agenda setting setting do jornalismo SOUSA, Jorge Pedro (2002, 162) Entre os vários fatores intermediários que concorrem para o sucesso ou insucesso da conversão da agência mediática em agenda pública podemos, então, sistematizar os seguintes: 1. Tempo de exposição a um tema 2. Proximidade geográfica 3. Natureza e conteúdo dos temas abordados 4. Credibilidade da fonte de informação 5. Audiência (concordância com um tema) 6. Comunicação interpessoal

25 Agenda setting setting do jornalismo O agendamento nas diferentes mídias SOUSA, Jorge Pedro (2002, 160) A capacidade de agendamento dos temas diferirá de meio para meio. Segundo estudo de McClure e Patterson, a imprensa seria mais suscetível de produzir efeitos ao nível do estabelecimento do temário público do que a televisão... José Rodrigues dos Santos argumenta, contudo, com o agendamento de acontecimentos... (repressão ao curdos Iraque)...para evidenciar o poder da televisão. A representação do real (as imagens) tornou-se mais importante do que o próprio real. (SANTOS, 1992, 99).

26 Agenda setting setting do jornalismo O agendamento nas diferentes mídias WOLF, Mauro (1994, 133) Os dois meios de comunicação (jornal impresso e TV) são dotados de influência diferente: as notícias televisivas são demasiado breves... e acumuladas numa dimensão temporal limitada... são demasiado fragmentárias para terem um efeito de agenda significativo... ao passo que a informação escrita possui ainda a capacidade de assinalar a diferente importância dos problemas apresentados. Segundo WOLF o jornal permite aprofundar e ampliar o tema em agendamento, pois é visível, sólido e constante.

27 Agenda setting setting do jornalismo Críticas a teoria do agendamento SOUSA, Jorge Pedro (2002, ) 165) O fato, a realidade é maior do que a notícia, a produção da notícia A reação do público pode fixar a agenda dos meios O agenda setting dependeria da necessidade de orientação, isto é, da necessidade que uma pessoa teria de obter informações sobre um assunto, o que a motivaria ao consumo dessas informações. Neumann, Just e Crigler: : existe uma relevante dissonância entre a agenda mediática e a agenda pública, uma vez que a primeira raramente agendaria temas importantes para a vida das pessoas.

28 Agenda setting setting do jornalismo Críticas a teoria do agendamento Caso brasileiro Ausência de estudos sobre o agendamento brasileiro Principal fonte de informação: TV Agenda do telejornalismo Fragmentação da informação Senso comum de faltou informação x habitué do formato Precário acesso ao jornalismo impresso Formadores de opinião Concorrência com a internet Internet: informação x entretenimento

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30 Perfil da produção jornalística no BR KUCINSKI, Bernardo (2005, 113) KUCINSKI no texto Jornalismo na era virtual estabelece 10 paradoxos do jornalismo neoliberal (contemporâneo) brasileiro. Trata-se da evocação e vocação do jornalismo como campo (profissão, ensino e pesquisa) e o processo de produção no Brasil. O projeto neoliberal concebe a sociedade como contendo um grande variedade de idéias, práticas e interesses, e essa diversidade é saudável e deve ser valorizada. O neoliberalismo dá importância fundamental ao que chama de mercado de idéias...

31 Perfil da produção jornalística no BR Primeiro paradoxo: Não há mercado de idéias no jornalismo neoliberal brasileiro... deu-se no Brasil a uniformização ideológica... Não pode haver confronto de idéias se todos os jornais compartilham um pensamento único. KUCINSKI caracteriza os olimpianos do jornalismo como grifes jornalísticas. Colunistas e articulistas produzem o mesmo texto para dezenas de jornais, emissoras de rádio e, de certa forma, para as redes de TV.

32 Perfil da produção jornalística no BR Segundo paradoxo: Temos menos pluralismo na democracia do que tínhamos na ditadura. Definhamento da imprensa alternativa A mídia em geral fala a mesma língua

33 Perfil da produção jornalística no BR Terceiro paradoxo: O advento da democracia, em vez de abrir mais interfaces de conflito entre o jornalismo e o Estado e aumentar o espaço e a profundidade crítica, tornou-se ainda mais superficial. No neoliberalismo, a mídia brasileira ficou marcada pelo jornalismo meramente denuncista, que faz a denúncia da corrupção a partir de uma posição moralista, mas sem estabelecer os vínculos entre a corrupção e o modo de implantação do neoliberalismo.

34 Perfil da produção jornalística no BR Quarto paradoxo: de uma mídia uniformemente conservadora, numa sociedade claramente polarizada. Quinto paradoxo: O jornalista jovem é hoje, entre todos os brasileiros, o que mais se identifica com o neoliberalismo e, no entanto, o mais estressado pelos processos de alienação no ambiente de trabalho. Sexto paradoxo:... da concentração monopolista, que viola as leis antimonopólio e a idéia da competição, tão cara ao ideário neoliberal.

35 Perfil da produção jornalística no BR Sétimo paradoxo: No jornalismo neoliberal, a mídia fala em nome do interesse público, mas serve ao interesse privado. Oitavo paradoxo: A indústria de comunicação de massa está em profunda crise no Brasil, com a queda nas tiragens dos jornais e revistas e queda na publicidade, fortemente endividada pelo estreitamento do mercado e pela invasão das multinacionais, mas ainda assim apóia entusiasticamente o projeto neoliberal.

36 Perfil da produção jornalística no BR Nono paradoxo: As empresas brasileiras de comunicação de massa planejam sua própria absorção pelos grandes grupos globais de comunicação Décimo paradoxo: O contraste entre a hegemonia completa do projeto neoliberal na mídia brasileira e a ausência de padrões dominantes para todos os demais aspectos da vida brasileira tratados pela mesma mídia.

37 Perfil da produção jornalística no BR ARBEX Jr., José, no texto O jornalismo canalha (São Paulo, Casa Amarela, 2003, p. 116), diz que na televisão, a confusão entre os gêneros é total: não há mais uma fronteira nítida entre o noticiário, entretenimento e publicidade. ARBEX ainda faz uma observação interessante quando diz que São os próprios jornalistas que metem a mão na massa e mostram serviço. Em geral, eles são eficientes, pois eram de esquerda quando fizeram a universidade como muitos aliás, adoram propagar -,, e conhecem bem os argumentos que tocam a sensibilidade da classe média. (2003, 157).

38 Perfil da produção jornalística no BR ARBEX Jr. (2003, 188) faz uma avaliação da produção jornalística quando diz que A mídia é um componente-chave chave desse momento da história contemporânea, por ser o palco em que se dá o embate entre os campos em luta. É ela que dá visibilidade ao debate, constrói as narrativas, fabrica consensos. s. É claro que, de certa forma, a mídia vem cumprindo esse papel desde o seu nascimento como indústria de comunicação de massa.... nos anos recentes foram acentuados os vínculos entre as corporações privadas e o Estado, de tal forma que a mídia se tornou, cada vez mais, uma articuladora ou, no mínimo, cúmplice passiva das narrativas que interessam ao Estado.

39 Perfil da produção jornalística no BR MARCONDES FILHO, Ciro (Jornalismo,( a saga dos cães perdidos. São Paulo, Hacker, p. 109) faz uma importante avaliação da produção jornalística e diz que os jornalistas definem clichês na atividade.... o clichê constrói antecipadamente a notícia: jornalistas não partem para o mundo para conhecê-lo; ao contrário, eles têm seus modelos na cabeça e saem pelo mundo para reconhecê-los (e reforçá-los). Assim constroem os relatos com as pessoas-símbolo, símbolo, aqueles que de fato representam o assunto, os bons contadores de história, ficando satisfeitos por encontrar de fato, no real, aquilo que eles e já tinham em suas cabeças.

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41 Produção e fluxo da informação ORDÓÑEZ, Oscar. Sala de Prensa ( 2000, ed 80, junho 2005, vol. 3) Trabajan a tiempo completo. Tienen menos de cuatro horas para entregar sus notas de prensa. Son periodistas de escritorio más que de calle.. Y casi todos prefieren a la entrevista exclusiva como fuente primordial de información, por encima de una rueda de prensa o los documentos que existan sobre el tema que escriben... Así trabajan los hombres y mujeres de prensa en casi toda Latinoamérica. El estudio Hábitos de trabajo del periodista latinoamericano, investigación impulsada por la Fundación Konrad Adenauer y el Instituto Prensa y Sociedad (Ipys), ambas organizaciones de Lima, Perú, lo demuestra en un estudio realizado a 182 periodistas de 11 países de la región.

42 Produção e fluxo da informação MORETZSOHN, Sylvia. A lógica do jornalismo impresso na era do tempo real. Sala de Prensa. na era do "tempo real", essa contradição atinge níveis que apontam para uma aparente irracionalidade no processo de produção da notícia. Afinal, que sentido haveria em investir na última palavra em tecnologia se o que interessa não é a qualidade da informação, mas sim "chegar mais rápido que o concorrente"?.

43 Produção e fluxo da informação MORETZSOHN, Sylvia. A lógica do jornalismo impresso na era do tempo real. Sala de Prensa. Sérgio Augusto, em depoimento a Geraldinho Vieira, in Complexo de Clark Kent,, S. Paulo, Summus,, 1988: Ao saber que a Folha havia comprado novos equipamentos que aumentariam a capacidade e a velocidade de impressão do jornal, um repórter perguntou se a redação ganharia mais tempo para fechar a edição. A resposta foi não. Moral da história: o último benefício o que a moderna tecnologia trouxe à redação foi o computador. Cada vez mais o jornal é um produto que, antes de ser bom, precisa ser rápido para chegar mais cedo que os concorrentes às mãos do leitor.

44 Produção e fluxo da informação KUCINSKI (2005, 126) Nesse tipo (econômico) de neojornalismo,, não há um público leitor autônomo e nem interesses sociais. O jornal dialoga apenas com a elite que protagoniza suas notícias, e seu jornalismo se torna auto- referente.

45 Produção e fluxo da informação TRAQUINA, Nelson (2004, 25) O trabalho jornalístico é condicionado pela pressão das horas fechamento, pelas práticas levadas a cabo para responder às exigências da tirania do fato tempo, pelas hierarquias superiores da própria empresa, e, às vezes os próprios donos, pelos imperativos do jornalismo como um negócio, pela brutal competitividade, pelas ações de diversos agentes sociais que fazem a promoção dos seus acontecimentos para figurar nas primeiras páginas dos jornais ou na notícia de abertura dos telejornais da noite.

46 Produção e fluxo da informação TRAQUINA, Nelson (2004, 26)... proposta teórica reconhece que o trabalho jornalístico é altamente condicionado, mas também reconhece que o jornalismo, devido à sua autonomia relativa, tem poder, e, por conseqüência, na construção da realidade....não podemos compreender porque as notícias são como são sem compreender a cultura profissional da comunidade jornalística.

47 Produção e fluxo da informação TRAQUINA, Nelson (2004, 29)...os profissionais do campo do jornalismo definem em última análise para nós as notícias e contribuem ativamente na construção da realidade. As notícias têm uma estrutura profunda de valores que os jornalistas partilham, como membros da sociedade, com a sociedade.

48 Produção e fluxo da informação TRAQUINA, Nelson (2004, 138) Traquina citando Walter Lippmann diz que a busca do método científico no jornalismo tornaria a imprensa mais profissional. E ainda conforme Lippmann que de uma maneira ou de outra, seria necessário melhorar a dignidade da profissão e era crucial esboçar uma formação (qualificação)) para o jornalista.

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50 Os principais sistemas de produção Principais sistemas jornalística no Brasil Agendamento (agenda( setting) Construção da notícia (newsmaking( newsmaking) Espelho da realidade Redes de notícias Interacionista: : jornalista x jornalista / jornalista x fontes

51 Os principais sistemas de produção jornalística no Brasil Jornalismo especializado Contribuições sociais? Sistema de produção: padronizado ou específico? Jornalismo alternativo Qual o lugar do jornalismo alternativo contemporâneo? Quais os formatos de produção? Quem são os profissionais?

52 Pesquisa jornalística no Brasil e aplicabilidade acadêmica e social Campo de pesquisa consolidado Revista Científica internacional: Brazilian Journalism Research Acúmulo da produção teórica sobre a prática A aplicabilidade das pesquisas A busca de metodologias específicas para o Campo Consolidação das entidades representativas Federação Nacional dos Jornalistas FENAJ Fórum Nacional de Professores de Jornalismo FNPJ Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo SBPJor

53 Pesquisa jornalística no Brasil e aplicabilidade acadêmica e social Momento paradigmático Reforma Universitária Repercussão na formação do jornalista Repercussão na atividade profissional do jornalista Reformulação da Tabela das Área do Conhecimento do CNPq / FINEP / CAPES Repercussão na atividade de pesquisa em jornalismo Repercussão no desenvolvimento da atividade profissional do jornalista Repercussão na qualificação dos Cursos de Jornalismo

54 Sistemas Jornalísticos Prof. Gerson Luiz Martins Departamento de Comunicação UFRN Tel. (84)